08 dezembro 2011

I-maginação De Um O-lhar

És tu... É o teu olhar. É o teu sorriso. É a tua respiração. És tu, que nesta aula de matemática me paralisa o cérebro e invade o meu pensamento de rompante. Fecho os olhos e a noção de onde estou, deixa de existir, deixa de haver o meu companheiro de carteira, deixam de haver explicações sobre métodos, sobre tudo e mais alguma coisa e é sobre ti, que mais uma vez, começo a escrever. Sobre o misto de emoções que em mim provocas, as diversas expressões que o meu rosto passa a conhecer, os sorrisos que vão surgindo. E tudo só porque é em ti que estou a pensar. E tudo, porque é contigo que eu quero estar a todo o momento. E tudo porque é por ti que respiro. E tudo porque és tu a minha outra metade.


No meio de tantos sorrisos, sinto uma lágrima escorrer-me pela cara e as minhas mãos a congelar. Abro os olhos e já não era uma aula de matemática a meu redor, já não havia carteiras, nem colega ao meu lado e a única coisa que consigo ver à minha volta são paredes brancas, paredes frias. Um lugar assustador. E nisto, penso: que será tudo isto? Como vim parar aqui?
Chego à conclusão que é o meu esconderijo quando sinto a tua ausência. As minhas mãos estão frias, não sinto o sangue a correr-me pelas veias. É como se estivesse a desaparecer para um outro mundo que não o real. E que faço eu, perdida numa sala branca e sem nada para me envolver...? Aliás, sem ninguém...ou melhor, sem ti, para me envolver?! Não faço nada. Os nossos corações só batem se estiverem em sintonia, se estiverem juntos. A nossa respiração só faz sentido se for em conjunto. E eu, só começo a sentir-me quente quando tenho o teu corpo bem junto ao meu.

A dado momento, os meus lábios começam a ganhar cor e um arrepio percorre-me as costas, olho para o meu lado direito e um sorriso ensonado preenche-me a tese morena. És tu! És tu e os teus braços a envolverem-me. As tuas mãos apertam as minhas com toda a tua força. A tua respiração entra em sintonia com a minha e os nossos corações começam a dar sinal num palpitar repentino. Se de cada vez que sorrisse, tu sentisses mais vinte por cento do que é o meu amor por ti, teria razões para sorrir a todo o milésimo de segundo. Se fosses capaz de imaginar, sequer, o carinho que sinto por ti. A amizade que tenho pela tua pessoa, eras a mulher mais feliz do mundo.
Neste momento nada mais faz sentido na minha vida que não todo o amor que transbordo por ti. Nada mais me faz tão feliz que o brilho do teu olhar quando olhas para mim, nada mais me preenche que o teu amor, a nossa cumplicidade e toda a amizade que criamos dia-após-dia.
És quem eu quero. Não há dúvidas de que é contigo que farão sentido os meus dias daqui para a frente.
Não há nenhuma dúvida que o que sinto por ti, é verdadeiro e deixa-me constrangida não conseguir arranjar mais maneiras para te demonstrar tudo. Tu mereces o meu mundo e tudo o que há de mais bonito nele. Mas não sei como to entregar, não sei como te provar que todas as palavras, todas as lágrimas de saudade que derramo por ti ou até mesmo que todos os sorrisos que surgem na minha cara, são exclusivamente por Ti. Para Ti. A pensar em Ti.

Quando penso em ti, quando imagino e caio na realidade que tu és minha ou, que, simplesmente já o foste por algumas horas, arrepio-me toda e o meu mundo entra em apatia total. Como pode ser possível alguém conquistar o nosso coração da maneira que tu - alguém que nunca imaginei que fosse capaz de o fazer -, fizeste?
Ao escrever isto, tenho a sorte de poder abrir outra janela e encontrar-te do outro lado. Mas preferia que estivesses aqui ao meu lado, no meu aconchego a ler isto.

Não sou nada sem ti.
Não sou nada sem o teu amor.
Não sou nada sem o melhor sorriso do mundo, o teu.
Não sou nada sem essa tua cara de menina pequenina.
Não sou nada sem a tua paixão.
Não sou nada sem a nossa cumplicidade.
Não sou nada se não te tiver ao meu lado daqui adiante.


Amar-te é uma incógnita.

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