24 dezembro 2010

Nada se faz com arrogância

Queres conseguir pôr-me algum juízo na cabeça, não é?
Mas não será assim.
Queres tentar fazer-me entender que tenho de mudar?
Mas não será assim.
Achas que com arrogância e frieza chegas ao ao cimo?
Não, mentira.
Só me afastas.
Só me fazes recomeçar todos os dias.
Quando faço bem, tu reparas?
Não, nem notas.
Mas e quando faço mal?
Cais-me em cima sem piedade!
Chegas a sentir-me em ti como te sinto em mim?
Não, não chegas.
E sabes porquê?
Porque nem deixas fluir.
Pára.
Pensa.
Volta a parar.
Diz-me se fizeste bem...
Então?
Não fizeste!
Trata-me com amor e carinho.
Imagina-te no meu lugar.
Gostavas?
Não.
Simples, não é?
Reflecte.
Imagina-nos...
O antes.
São palavras-chave.
As tuas estão erradas, nem todas, mas a maior parte.
Não era melhor sentir a paixão correr-nos?
Ou preferes a frieza a que estamos sujeitas?
Não dá, é muito triste.
Dá-me uma certeza...
Por favor, não peço mais.
É só uma certeza.
Só uma!
Apenas uma!
Não te peço mais nada...
Sigo em frente para ti e contigo ou sigo em frente sem ti?
Apaixonaste-me.
Cativaste-me.
Mas não é esse mostro que me fascina.
É o teu ser mais perfeito.
Aquele... Onde está?
O que resta dele?
O Físico, apenas.
Eu amo-te.
E tu?

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