Eu podia gostar de ti, se gostar de ti fosse saudável. Eu podia gostar de ti, se gostar de ti fosse estar todos os dias a sorrir. Eu podia gostar de ti, se todos os dias não houvesse lágrimas. Eu podia gostar de ti, se os meus dias fossem feitos de magia e claridade e não de i-magia e escuridão. Eu podia gostar de ti, se gostar de ti fosse amar-me e sentir-me bem comigo mesmo. Eu podia gostar de ti, se gostar de ti me trouxesse muito azul aos meus dias. Mas não! Eu gosto de ti e tu não me queres. Mas eu quero-te demais e tu voltas a não me querer. E eu, mesmo contigo a não me querer, quero-te ainda mais e tu!? continuas a não me querer. Enquanto eu te amo com toda a minha vida, enquanto eu te quero como gostaria de viver todos os dias da minha vida a sorrir alegremente como tenho direito! Eu amo-te e quero-te como uma criança pode querer um peluche numa montra. Será que não compreendes? Tu arrancas de mim o maior pedaço, o mais importante. E de volta, digo-te de novo que te amo e que te quero. Que te quero muito. Que te quero para além do amor todo que sinto por ti. Que transbordo de amor e de desejo por ti e tu nem disso sabes.
Eu escrevo e nem coragem tenho para te dizer. Essa tua tese morena, fica apenas na minha memória. Enquanto escrevo, desenho-te como que o lápis de carvão e a borracha estivessem a invadir a minha cabeça para te traçar enquanto para ti escrevo. Não deixas de invadir – invadir, sim, porque é só aquilo que tu sabes fazer – a minha memória, o meu pensamento. Em qualquer coisa que eu pense, tu vens pelo meio atrapalhar as minhas ideias e logo aí, perco-me nas tuas curvas e deixo de pensar direito. Consegues manobrar-me, consegues fazer com que eu vá na tua conversa e aí, perco-me num sonho só meu onde tu passaste a ser a menina dos meus sonhos para seres a Princesa do meu reino que eu tanto quero! E a partir desse momento, passo a querer-te ainda mais do que já queria, passo a desejar-te mais do que desejava.
Mas chega! Pára tudo. São 3h45 da manhã e os olhos estão a querer fechar-se para embarcar numa viagem até ao teu encontro. Não consigo mais estar acordado a escrever sobre ti. Vou ter contigo!
Até já, minha bella.
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