E eu questiono-me... que pergunta mais absurda. Tenho os olhos a quererem transbordar um oceano inteiro. Tenho metade do meu miocárdio fora da minha caixa toráxica. Não durmo à 125 dias - sim, eu conto-os... A minha língua já quase que só reconhece o sabor da fome. E ainda me perguntas se o amo?! Que rídiculo. Então se isto não é amor, o que é? Consegues explicar-me?
E a doce voz, volta a sussurrar-me ao ouvido: Então?
Então? Mas então o quê? Eu ainda o amo. Mas guardei isso num cofre bem trancado. E, mais tarde perdi a chave. Não porque quis. Apenas foi necessário.
Mas olha,... um dia, daqui a alguns anos, quem sabe, quando fizer uma limpeza ao meu quarto, consiga encontrar a chave e talvez haja uma nova oportunidade. Toda a gente a merece, não é verdade?

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