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14 dezembro 2011

Dexei-te Algures No Passado

...para que no futuro me esquecesses.

Os meus olhos fazem uma breve investigação em busca do porquê de teres partido. Partido... não só o meu coração, bem como para longe de mim. Os meus olhos começam a embaciar-se e eu só penso: esta água não vai cair. Nunca caíu antes. Vai evaporar-se. E assim consigo que seja. Olho em redor e o que vejo? Nada. Não consigo ver nada porque mais uma vez, embaciaram-se os meus olhos. A causa disso és tu. Onde estás? Não te vejo. Porque fugiste de mim? Não te encontro por mais que te procure. Porém, talvez tenha sido bom. E uma voz soa ao meu ouvido. Uma voz bem adorável, surrateira que me pergunta: Ainda o amas?
E eu questiono-me... que pergunta mais absurda. Tenho os olhos a quererem transbordar um oceano inteiro. Tenho metade do meu miocárdio fora da minha caixa toráxica. Não durmo à 125 dias - sim, eu conto-os... A minha língua já quase que só reconhece o sabor da fome. E ainda me perguntas se o amo?! Que rídiculo. Então se isto não é amor, o que é? Consegues explicar-me?
E a doce voz, volta a sussurrar-me ao ouvido: Então?
Então? Mas então o quê? Eu ainda o amo. Mas guardei isso num cofre bem trancado. E, mais tarde perdi a chave. Não porque quis. Apenas foi necessário.
Mas olha,... um dia, daqui a alguns anos, quem sabe, quando fizer uma limpeza ao meu quarto, consiga encontrar a chave e talvez haja uma nova oportunidade. Toda a gente a merece, não é verdade?

12 novembro 2011

In My Dreams

Num momento paro tudo… Recomeço. Volto a parar e de novo, recomeço. Paro e recomeço com a simples intenção de não errar nunca mais. Mas é impossível. Já vim ao mundo com este cheio de erros, logo, não serei eu a mudá-lo, mas poderei dar um passo para o melhorar. Mas para o melhorar terei de me melhorar a mim também, deixando de pensar um pouco em ti.
E aí começo a pensar… Mas todos os meus pensamentos vão dar a ti. Porquê? Porque ultimamente, és a minha inspiração. És o meu foco. És a minha luz na noite mais escura. Não devia ser assim, eu sei. Mas eu gosto que sejas o meu pequeno mundo. Eu gosto de fazê-lo à nossa maneira, com todos os nossos pormenores, com todos os nossos caprichos. Porque somos iguais! Eu gosto de viver intensamente cada momento contigo. Eu gosto de pensar em tudo o que já se passou até agora e sorrir com a maior felicidade e só pensar: é até morrer. Mesmo sem certezas do que o amanhã me reserva, vivo o hoje, com toda a certeza do mundo e o hoje, é contigo. O meu hoje, é o nosso hoje. Estou a teu lado!
Tu confortas-me. Não quero que me largues nunca. A tua presença é essencial para os meus dias. É em ti que penso ao acordar e é por ti que me levanto todos os dias com vontade de viver. Fazes-me sentir bem comigo mesma.
Ouves-me quando preciso e não me largas. Abraças-me e aconchegas-me como se tivesses medo de me deixar partir. E olho à nossa volta e somos só nós os dois... Não existe mais ninguém!
Quero, mais tarde, olhar para o lado e ver-te lá. Num vai e vem de pessoas, tu estares lá. Ver os anos passar a teu lado. Poder chorar e saber que te tenho a ti a limpar as lágrimas que deixo cair inconscientemente. Adormecer a ouvir a tua respiração. Esquecer o passado e agarrar-me ao presente e ao futuro, a teu lado. Ficar eternamente de mão dada contigo, pois é assim que estamos bem. Somos o encaixe um do outro, já reparaste?
Estou a adorar gostar de ti e quero continuar assim: Encantada

01 abril 2010

São Só Sonhos

Em todos os sonhos, tu estavas lá. Nesses sonhos, tu fazias-me sorrir, tu fazias-me chorar, tu fazias-me viver, tu fazias-me imaginar e, até mesmo estando a sonhar, tu nesses sonhos, fazias-me sonhar. Sempre foi incrível. Desde que tudo começou. Mas, não era só nos sonhos que tu estavas, era também nos pesadelos, nos piores. Protegias-me e confortavas-me enquanto eu chorava. Não me largavas a mão. Abraçavas-me e dizias-me: “eu estou aqui, eu não te vou deixar. Estás protegida.” E sorrias como um brilho especial. E os tais pesadelos vinham porque o medo de te perder, era tanto que já não me aguentava. Era um tormento. Mas achas que me esqueço dos pesadelos? Claro que não. É neles que te sinto mais presente, é neles que sinto o teu cheiro bem vivo, é neles que sinto a tua mão dada com a minha, é neles que sinto que a apertas bem como que me quisesses dizer “não me deixes, por favor.”
Mas, onde estão os tais sonhos? Parece que desapareceram. Parece que veio um dia de chuva horrível e devastou tudo o que havia de bonito e, com essa tempestade tudo desapareceu. Ou então, encontra-se tudo dentro de um cofre com sete chaves e, um dia, talvez tudo saia de lá e volte. Ou então, são recordações. Apenas recordações, não passam disso.