«Estou farto de pensar em ti, estou cansado de ouvir a tua voz dentro da minha cabeça, estou angustiado por não conseguir ver outra imagem que não a tua à minha frente. Estou realmente cansado de dar tudo e não receber nada. A tua imagem e a tua voz pressistem em ficar na minha cabeça... Qual será o dia em que vou acordar e pensar noutra coisa qualquer senão em ti? Qual será o dia em que vou conseguir dizer que de ti me soltei para o resto da vida? Qual será o dia que conseguirei dizer que sou realmente feliz sem te ter e por saber que um dia pertenceste à minha pessoa, que me fizeste crescer, simplesmente e que nada em mim mudou senão para melhor por me teres ensinado tanto...!? Qual será o dia?»
E Ele pensava isto todas as manhãs, todas as tardes, todas as noites... Não dormia só de pensar nela. Não conseguia fazer nada sem ser em função dela. Do seu rosto, do seu sorriso contagiante, do seu olhar brilhante, das suas palavras ternurentas, do seu carinho... Mas... qual carinho? Ele dizia que não existia nada mais do que palavras frias e arrogantes, gestos tudo menos amorosos. Mas talvez isso fosse mentira, talvez Ele não visse o que estava à sua frente. Toda a gente é diferente e agem de maneiras igualmente diferentes e era isso que Ela lhe tentava explicar a todo o instante que Ele amuava ou até mesmo fazia uma enorme birra.
Ele abraçava-a, Ela dizia que naquele momento não. E qual era a reacção dele? Em vez de sorrir e demonstrar compreensão e respeito, virava costas, seguia o seu caminho e demonstrava rancor e desgosto dizendo então que estava a ser rejeitado... Nada disso. Simplesmente existem momentos para tudo, ou não? Sempre foi isso que Ela lhe tentou explicar, mas Ele nunca compreendeu. Nem da melhor e muito menos da pior maneira.
Cansado então de ser tratado assim (rejeitado, como este se dizia sentir), pôs ponto final naquele sentimento, ou dizia Ele que tinha posto.
Passava por Ela, sorria e seguia em frente; avistava-a com alguém de quem não gostava e fingia não se preocupar com o que se estava a passar...
Muito intrigada com a situação, mandou-lhe uma mensagem «- Que se passa? Andas estranho... Não compreendo. De repente deixaste de te preocupar se estou ou não bem, deixaste de querer saber de mim como se nunca na tua vida tivesse entrado. Explica-me apenas porquê...» e que fez Ele? Ignorou.
Mais tarde, voltou a mandar-lhe outra mensagem «- Não respondes? Só quero entender essa tua cabeça, coisa que tu nunca te preocupaste em fazer com a minha, comigo. Nunca te preocupaste em saber como estava. Sempre tentei abrir-te os olhos para que as coisas não piorassem... Sempre tentei que conseguisses ouvir e compreender as minhas decisões e magoa-me muito saber que nem assim encaixas na tua cabeça o mais óbvio, o mais simples. Não achas que já chega de tentar? Eu acho. Para mim é o fim de uma coisa que nem a meio chegou. Para mim não dá mais. Queria ter tido esta conversa contigo pessoalmente, mas como não esperava outra coisa de ti, nem à mensagem respondeste. Sendo assim, tive de recorrer a este método, não mais simples, mas talvez o que dói menos por não ter de olhar para a tua cara e ficar ainda mais triste do que já estou. E com isto, as lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto e a felicidade de te querer ver feliz, vai embora, porque sempre me imaginei a princesa da tua história.
Soubeste estragar tudo, quando eu tentei, sozinha levantar-nos do chão. Como não entendeste que o queria era fazer-te entender que nada é como queres, que existem sempre duas pessoas a lutar e não só uma. Uma relação é construída por duas pessoas e quando se gosta, luta-se até ao fim. Será que agora compreendes? Se tivesses realmente respeito por mim, mal visses a mensagem receberia uma chamada de retorno ou até mesmo uma mensagem. Sei que ao menos a vais ler e pensar, nem que seja, uma última vez em mim e em nós.» com isto, o choro dela pára e Ela sente-se aliviada, livre de um peso que só Ela imaginava. As coisas não foram como ela queria mas Ela não parava de pensar nele e em todas aquelas expressões lindas e a sua suave voz ao dizer-lhe as coisas.
Ela, seguiu o seu caminho com Ele sempre no pensamento e Ele, nunca mais quis saber nada dela.
Ou seja, isto tudo para dizer que quando o amor é realmente verdadeiro, só acaba com um ponto final bem acente na história e não com um ponto e vírgula ou uma vírgula atravessada numa história de encantar.
Contudo, continuo a achar que a vida encantada é sempre levada mais a sério e a rigor quando também se sabe encaixar na vida real, nunca esquecendo de que também temos sonhos e que conseguimos chegar bem alto. Mas o primeiro amor, é sempre aquele que nos marca para o resto da vida.
(Mais uma vez, esta história também se encontra com alterações no género.)
3 comentários:
está tão lindo, tão lindo *-*
não agradeças, as verdades são para ser ditas (:
apenas gosto de ser sincera ; claro que é bom, acredita !
fechei a conta, mas porquê ? :x
Enviar um comentário